O nível de emprego no
setor da construção civil do país recuou em 1,14% no último mês de setembro
sobre agosto, o que representou o corte de 30.823 trabalhadores. No acumulado
do ano até setembro, foram suprimidas 225.069 vagas e, em 12 meses, 460.014. Os
dados do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE) referem-se à pesquisa do
Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo
(SindusCon-SP), feita em conjunto com a Fundação Getulio Vargas (FGV).
Segundo o levantamento, o
setor vem reduzindo as contratações há dois anos e já eliminou, nesse período,
899.913 mil postos de trabalho. Em 2016, pelas estimativas do SindusCon-SP, as
dispensas devem atingir 500 mil. Em outubro de 2014, a base de trabalhadores
era de 3,57 milhões e caiu para 2,678 milhões.
As maiores quedas
ocorreram nas empresas relacionadas a obras de acabamento (-1,30%) e
imobiliário (1,29%). Já nos nove primeiros meses do ano, houve diminuição de
17,76% no segmento imobiliário e de 14,92%, nas empresas que lidam com a
preparação de terreno. Por região, o Sudeste aparece com o recuo mais
expressivo (1,36%), seguido do Nordeste (-1,16%).
Na avaliação do presidente
do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, a retomada do emprego só vai ocorrer
por meio do reaquecimento da economia e, para isso, serão necessárias medidas
estruturais como as reformas tributária e trabalhista, a racionalização das
despesas do governo, a diminuição dos juros, a elevação da oferta de crédito e
a agilização das concessões e parcerias público-privadas da União, estados e
municípios.






0 comentários:
Postar um comentário