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Ministério Público Estadual ingressa com Ação Civil para melhorias no Pronto Atendimento de Fundão

Os relatórios de fiscalização indicavam problemas relevantes na estrutura e no funcionamento dos serviços de saúde prestados no Pronto Atendimento de Fundão .....

CNBB critica terceirização e reforma da Previdência em nota pública

De acordo com a entidade, a proposta de emenda à Constituição (PEC), em debate no Congresso, tem reduzido a Previdência a uma questão econômica e “escolhe o caminho da exclusão social”. .. .....

Centrais sindicais convocam greve geral para 28 de abril

Quase sempre divididas, as centrais sindicais resolveram se unir contra as reformas trabalhista e previdenciária e a ampliação das possibilidades de terceirização........

Agência dos Correios é assaltada pela segunda vez em menos de um mês em

A agência permanecerá fechada para realização da perícia e os clientes que precisarem dos serviços,

Polícia Militar alerta para a “andada” do Caranguejo-Uçá

Estará proibida a captura, o comércio e até mesmo o depósito dos crustáceos. O objetivo é a preservação da espécie e sua reprodução., . .....

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terça-feira, 28 de março de 2017

Polícia Militar alerta para a “andada” do Caranguejo-Uçá


Começa nesta terça-feira (28) o terceiro período de “andada”, no ano de 2017, do Caranguejo-Uçá (Ucides Cordatus), em todo Estado. Estará proibida a captura, o comércio e até mesmo o depósito dos crustáceos. O objetivo é a preservação da espécie e sua reprodução.

O Batalhão de Polícia Militar Ambiental (BPMA) intensificará a fiscalização e as ações educativas, uma vez que a pesca predatória ameaça a sustentabilidade dos recursos pesqueiros. Quem desobedecer às determinações será responsabilizado por crime ambiental. A pena prevista é a detenção de um a três anos e multa.

A “andada” é o nome dado ao período reprodutivo do caranguejo-uçá, no qual os machos e fêmeas saem de suas galerias (tocas) para o acasalamento e andam pelo manguezal para a liberação de ovos, tornando-se vulneráveis a pesca predatória.

De acordo com a Secretaria de Meio Ambiente do Espírito Santo, que publicou no Diário Oficial uma portaria com os períodos de defeso para a andada do caranguejo-uçá em 2017, nesses intervalos ficam proibido: A captura do caranguejo-uçá; o confinamento em cativeiro; o transporte; o armazenamento; o beneficiamento e a industrialização e a comercialização.

Durante os períodos da “andada”, não é permitido o estoque, mesmo que o crustáceo seja oriundo de outro Estado ou País. As denúncias devem ser feitas através dos telefones 190, 181 ou 3636-1650.

Andadas 2017 (exceto o município de Anchieta)

3º Período: de 28/03 a 03/04;

No município de Anchieta


3º Período: de 13/03 a 20/03 e 28/03 a 03/04. 

Crise hídrica impulsionou crimes ambientais em 2016


Resultado de imagem para rio santa maria secoAs estatísticas referentes aos crimes e infrações ambientais ocorridas em 2016 foram apresentadas pelo capitão da Polícia Militar Ambiental, Patrício Bernabé Fiorim, na reunião ordinária da Comissão de Meio Ambiente, realizada na Assembleia Legislativa (Ales), nesta segunda-feira (27).
 O capitão destacou que entre os crimes mais recorrentes no último ano, estão os de deterioração de recursos hídricos. Só em 2016 foram 1800 crimes registrados, em 2011 esse número chegava a 100.

A maioria dessas ocorrências seria relacionada à captação irregular de água; ao desvio de curso de água sem autorização e ao desmatamento de matas ciliares. “O Batalhão vem atuando no intuito de evitar que esses crimes se transformem em problemas ainda maiores, como alguns casos onde vizinhos chegaram a se agredir para resolver problemas com a captação da água”, explica o capitão.

A estiagem prolongada no Estado fez com que a incidência desses crimes tivesse um aumento drástico. Fiorim explicou que os crimes relacionados a obras de impacto nos recursos hídricos tiveram aumento expressivo nos últimos anos.

A reunião também teve a participação do major Marsuel Botelho Riani e do Capitão Samir Torres Scardini, que argumentaram sobre os desafios a serem enfrentados pela corporação neste ano de 2017. Os militares explicaram que a Polícia Militar Ambiental conta com um efetivo de 215 homens que atualmente atendem cerca de 2000 chamados por ano.

Desafios 
                                 
Um dos principais problemas enfrentado pelo Batalhão da Polícia Militar Ambiental é conseguir atingir uma segurança jurídica que possibilite que o trabalho da equipe possa reforçar as equipes de fiscalização dos órgãos ambientais, dando maior segurança para os fiscais de outros órgãos.

Os policiais entregaram ao presidente do colegiado, Deputado Doutor Rafael Favatto (PEN), uma minuta que explica a necessidade de uma maior segurança jurídica da instituição. O presidente da Comissão agradeceu a presença dos integrantes do Batalhão e reconheceu o mérito das ações desenvolvidas pela instituição em prol do meio ambiente e da qualidade de vida da população capixaba.

Vale

Após a fala dos convidados a comissão ouviu o representante da ONG Juntos SOS Ambiental, Eraylton Moreschi Junior, que questionou e debateu sobre a realização do Termo de Compromisso Ambiental (TCA), assinado no dia 16 deste mês, com a empresa Vale S.A. e os Ministérios Públicos Federal (MPF/ES) e do Espírito Santo (MPES), a Prefeitura de Vitória e o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) e do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema). Foi firmado um pacto para “integrar compensação e recuperação da Praia de Camburi”, em Vitória, em especial da Região Norte.

Entre as medidas compensatórias previstas no TAC está a implantação de um Parque Costeiro, para uso futuro da Região Norte da Praia, e a elaboração de um projeto e implantação da área de lazer Parque Zé da Bola.  E ainda a Vale deverá implantar a proteção física da vegetação de restinga da orla da Praia de Camburi. 

Entretanto o senhor Eraylton Moreschi Junior destacou que a TAC assinada pelas instituições se desvia das diretrizes definidas no relatoria da CPI do Pó Preto. O colegiado prometeu reportar os acontecimentos para a presidência da Casa e para os demais colegas parlamentares.

Análise de Mérito

Duas matérias tiveram a análise de mérito aprovadas durante a reunião desta segunda-feira (27). A primeira, de iniciativa do deputado Amaro Neto (SD), o Projeto de Lei (PL) 88/2016, que estabelece um conjunto de medidas capazes de captar e armazenar águas pluviais com o objetivo de enfretamento alternativo a crise hídrica instalada em todo território capixaba. O outro Projeto de Lei aprovado é de autoria do deputado Sérgio Majeski, o PL 264/2015, trata sobre a política de incentivo de geração de energia limpa no estado do Espírito Santo.

Comissão

A Comissão de Proteção ao Meio Ambiente e aos Animais tem como presidente o deputado Dr. Rafael Favatto (PEN) e Esmael de Almeida (PMDB) como vice. Os membros efetivos são Gildevan Fernandes (PMDB), José Esmeraldo (PMDB) e Gilsinho Lopes (PR). Amaro Neto (SD), Pastor Marcos Mansur (PSDB), Nunes (PT), Doutor Hércules (PMDB) e Sandro Locutor (Pros) são suplentes.


Fonte: Web Ales

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Captura de caranguejo fica proibida durante o período de 'andada' no ES


1º período de defeso vai de 28 de janeiro e 4 de fevereiro; são 4 no total.

É proibido comercializar até mesmo caranguejos que vêm de fora do estado


Resultado de imagem para mangue de praia grande fundao esO 1º período de defeso para a andada do caranguejo-uçá ocorre entre este sábado (28) e o dia 4 de fevereiro. Serão três períodos, quando estarão proibidos a cata, o transporte, o armazenamento e a comercialização do animal no Espírito Santo, inclusive os que vêm de outros estados.

A proibição é para preservar a reprodução da espécie. Além disso, a medida ajuda a garantir que o número de caranguejos-uçá seja suficiente para os catadores, que dependem da venda regulamentada do animal para garantir a renda familiar.

Os períodos coincidem com as fases de lua cheia e lua nova, quando os caranguejos machos e fêmeas saem de suas tocas para o acasalamento e andam pelo manguezal para a liberação de ovos, tornando-se vulneráveis à captura.

 Períodos de andada:
– 1ª andada: 28 de janeiro a 4 de fevereiro
– 2ª andada: 27 de fevereiro a 5 de março
– 3ª andada: 28 de março a 3 de abril

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Chuvas no ES: Fundão está em alerta por conta das chuvas


Alerta para o risco de chuvas intensas, tempestades de raios e granizo

Telefone da defesa civil de Fundão  (27) 3267-1944
A previsão é de chuva forte e constante, acompanhada de rajadas de ventos com possibilidade de trovoadas nesta quarta-feira (23). De acordo com a Defesa Civil estadual, foi registrado nas ultimas 12 horas um acumulado de chuvas de 24.4 milímetros em Fundão. Ainda de acordo com o Climatempo, a chuva deve deixar o estado somente na  sexta-feira (25). 
O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) emitiu um alerta para o risco de chuvas intensas, tempestades de raios, granizo e acumulado de chuva para 54 municípios capixabas. 
Orientações

• Em casos de chuvas fortes o mais importante é proteger a sua vida e de seus familiares. Encaminhe-se imediatamente para um lugar seguro;

• Fique atento a movimentações de terra. Trincas no chão, inclinação de cercas, postes e árvores podem indicar o início de um deslizamento. Abandone imediatamente sua casa e procure um local seguro;

• Se houver muita infiltração na casa e acontecer rachaduras nas paredes ou escutar algum barulho estranho, abandone sua residência;

• Tenha sempre em mãos os telefones da Defesa Civil de seu município;

• Em caso de emergências, ligue para o Corpo de Bombeiros. O telefone é o 193;

• Evite as áreas alagadas. Terrenos acidentados, buracos e bueiros abertos, assim como fiação elétrica exposta podem causar acidentes graves;

• Ao término da enchente, busque orientação da Defesa Civil sobre o retorno para sua residência. É necessário limpar os locais atingidos por água e lama;
• Se a sua residência foi destruída durante a enchente, não retorne a construir no mesmo lugar, porque cedo ou tarde ocorrerá um novo desastre.

Além de Fundão, veja quais municípios estão em alerta, segundo a Defesa Civil Estadual:
Afonso Cláudio, Alegre, Alfredo Chaves, Anchieta, Apicaça, Aracruz, Atilio Vivacqua, Baixo Guandu, Bom Jesus do Norte, Brejetuba, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Colatina, Conceição do Castelo, Divino de São Lourenço, Domingos Martins, Dores do Rio Preto, Guaçuí, Guarapari, Ibatiba, Ibiraçu, Ibitirama, Iconha, Irupi, Itaguaçu, Itapemirim, Itarana, Iúna, Jerônimo Monteiro, João Neiva, Laranja da Terra, Marataízes, Marechal Floriano, Mimoso do Sul, Muniz Freire, Muqui, Nova Almeida, Piúma, Presidente Kennedy, Rio Novo do Sul, Santa Cruz, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, São José do Calçado, São Roque do Canaã, Serra, Vargem Alta, Venda Nova do Imigrante, Viana, Vila Velha, Vitória.


ONU: falta de água e de tratamento de esgoto afeta principalmente mulheres


Direito humano fundamental, o acesso à água segura e ao esgotamento sanitário não estão disponíveis da mesma forma para homens, mulheres e outras identidades de gênero, mostra relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). O estudo foi coordenado pelo pesquisador brasileiro Léo Heller, que é relator especial sobre o direito humano à água potável segura e ao esgotamento sanitário da instituição. Heller, que também coordena o Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas e Saneamento da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), contou que  verificou que em quase todas as localidades onde há falta ou má distribuição de serviços de saneamento são as mulheres que coletam água para manter a higiene do lar.

“A situação mais usual é que quando não há água nas proximidades da residência, as mulheres e meninas são, na maioria das vezes, encarregadas de buscá-la em algum lugar, o que demanda tempo elevado. Em um país que visitei, o Tadjiquistão, um estudo mostra que as mulheres demoram de quatro a seis horas por dia para fazer iss”, acrescentou, ressaltando que essa situação reforça a dependência econômica delas dos maridos, já que não são remuneradas por esse tempo. O longo percurso também apresenta riscos a essas mulheres de sofrerem ataques de animais selvagens e violência sexual, sobretudo no local onde lavam a roupa e tomam banho.

O risco da violência sexual e o estresse também se apresentam em situações em que as mulheres não têm acesso a banheiros e precisam fazer suas necessidades básicas a céu aberto, o que as deixa vulneráveis. Algumas mulheres e meninas relataram ter sofrido abordagens grosseiras, lançamento de pedras, esfaqueamento e estupro enquanto procuravam por locais para as necessidades básicas.

De acordo com o relatório, essa falta prejudica a vida de muitas mulheres, que muitas vezes preferem não sair de casa por não ter privacidade para a higiene íntima, especialmente no período menstrual.

O problema também afeta a saúde de muitas que seguram a urina por longos períodos de tempo e deixam de ingerir líquidos, aumentando o risco de infecções de bexiga e rins. O Brasil não é exceção e os casos mais comuns são vistos nas zonas rurais, onde o problema da seca é uma constante.

Transgêneros

A inadequação dos espaços públicos atinge ainda as mulheres trans que ficam expostas a agressões morais e físicas ao usar instalações sanitárias separadas pelo sexo biológico. Estudos feitos na Índia revelam que os transexuais enfrentam dificuldades em encontrar casas para alugar, sendo forçados a viver em favelas e áreas remotas, com sérios problemas de esgoto e distribuição de água.

Outro grupo atingido é a população em situação de rua. Em Belo Horizonte (MG), um estudo coordenado por Heller mostra que os albergues e as unidades de acolhimento não são em número suficiente para a quantidade de pessoas sem moradia. Embora a maior parte desse público seja composta por homens, são as mulheres que mais sofrem com a falta de privacidade.

Recomendações

O pesquisador ressaltou que o estudo é importante para orientar políticas públicas voltadas para serviços de água e esgoto. “Às vezes, a legislação e as políticas públicas, quando são neutras em relação à questão de gênero, acabam favorecendo os homens. Nesse caso, por exemplo, se fazem necessárias ações afirmativas para mulheres”.

Uma das recomendações do relatório é que essas políticas incluam mulheres e grupos marginalizados na tomada de decisões de todas as fases do planejamento e políticas e leis de saneamento, monitoramento e avaliação.


O estudo sugere ainda que os governos criem um sistema de indicadores de gênero para melhorar a coleta de dados desagregados por sexo e outros fatores relevantes, que são necessários para avaliar o impacto e a efetividade das políticas que visam à igualdade de gênero e ao fortalecimento da fruição dos direitos das mulheres à água e ao esgotamento sanitário

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Municípios devem elaborar planos para conservação, reuso e destinação da água


É o que determina a Proposta de Emenda à Constituição Estadual 17/2015, de autoria do deputado estadual Sergio Majeski. Proposta aguarda votação no plenário
Tramita na Assembleia Legislativa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 17/2015, que altera os artigos 192, 258 e 262 da Constituição Estadual, estabelecendo como atribuição dos municípios a elaboração de planos e programa de conservação da água quanto ao uso racional, reuso e destinação final.
O autor do projeto é o deputado Sergio Majeski (PSDB). O deputado apresentou matéria recentemente cobrando que grandes empresas do município, como Arcelor e Vale sejam incluídas no rodízio de fornecimento de água, quando este for imposto à população

Para ser aprovada, a proposta precisa de quórum de 18 votos. É baixada de pauta por duas sessões e volta ao plenário em segunda votação. Recebeu parecer positivo das comissões permanentes da Casa.

Fonte: Portal Tempo Novo

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Previsão de chuva durante a tarde desta terça, 22, em Fundão


Temperaturas devem variar de 20°C a 30°C.

O dia começa nublado de acordo com  previsão do tempo para esta terça-feira (22), em Fundão. Já na parte da tarde, a previsão é de variação de nuvens com pancada de chuva devido à aproximação da frente fria e de áreas de instabilidade. O vento sopra com até moderada intensidade em alguns momentos
.

Já na quarta-feira a intensidade da chuva aumenta. De acordo com o Clima Tempo, estão previstas fortes chuvas ainda por conta da frente fria e das áreas de instabilidade.

Previsão para esta semana:

Fonte: Incaper

domingo, 20 de novembro de 2016

Inscrições para o VIII Fórum Capixaba de Energia até quinta (24)



Os interessados em participar do VIII Fórum Capixaba de Energia (Fenergia), no dia 28 de novembro, devem ficar atentos. O prazo para inscrições encerra já na próxima quinta-feira (24). O evento ocorrerá no auditório do Hotel Golden Tulip, em Vitória. O tema deste ano é “Energia e o Desafio da Sustentabilidade”.

As inscrições devem ser feitas no site www.fenergia.com.br. O valor é de R$ 25,00 para estudantes e R$ 50,00 para profissionais. A arrecadação será doada ao Lar dos Idosos - Professor Coelho Sampaio, localizado em José de Anchieta, no município da Serra. O evento tem como públicos-alvo empreendedores, empresários do setor energético, poder público, representantes da sociedade civil, acadêmicos e representantes de universidades.

Sobre o Fenergia

O evento reunirá especialistas de diferentes partes do País e visa fortalecer as discussões sobre energia no Espírito Santo e no Brasil e ainda debater o desenvolvimento deste mercado e a estruturação de políticas públicas para o setor.

O Fórum é realizado pelo Grupo Ideias e pela Multieventos, com o apoio da Agência de Regulação dos Serviços Públicos (ARSP) e da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado do Espírito Santo (Sedes).

Serão colocadas em pauta questões como “Oportunidades de negócios e de geração de emprego junto à cadeia produtiva de energia renovável”, “Cenário do gás no ES”, “Políticas para impulsionar o setor de energia”, “Planejamento energético brasileiro”, “Oportunidades para a energia solar nos municípios”, entre outras.

Importantes nomes do setor, como o diretor da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, Phillip Hahn, e o especialista em Regulação na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Daniel Vieira, estão confirmados para o fórum.

SERVIÇO

VIII Fórum Capixaba de Energia (Fenergia)

Data: 28 de novembro.

Horário: das 8h às 18h.

Local: auditório do Hotel Golden Tulip. Av. Nossa Sra. dos Navegantes, 635 - Enseada do Suá, Vitória-ES.


Inscrições: www.fenergia.com.br

sábado, 19 de novembro de 2016

Setur e Sebrae promovem oficina sobre gestão de resíduos sólidos


Comerciantes do setor de bares e restaurantes que procuram alternativas para o tratamento correto dos materiais descartados nos estabelecimentos terão a oportunidade de participar de uma oficina sobre gestão de resíduos sólidos, promovida pela Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae).

As inscrições para a Clínica Tecnológica – Sustentabilidade no setor de Turismo: gestão de resíduos sólidos em bares e restaurantes estão abertas até o dia 25 de novembro. O objetivo da oficina é instruir os donos de estabelecimentos, uma vez que o gerenciamento de resíduos sólidos serve para definir medidas de segregação, coleta, acondicionamento, armazenamento, transporte, minimização, reutilização, reciclagem, tratamento e disposição final dos materiais.

Podem participar empresários do setor de bares e restaurantes com faturamento anual de até R$3,6 milhões de receita bruta com no mínimo um ano de registro. Os estabelecimentos devem ser sediados nas cidades de Cariacica, Guarapari, Serra, Vila Velha e Vitória, nos seguintes bairros:

Cariacica: Campo Grande e Adjacências

Guarapari: Centro, Praia do Morro e Meaípe.

Serra: Jacaraípe e Manguinhos.

Vila Velha: Praia da Costa, Itapoã e Barra do Jucu.

Vitória: Centro Histórico de Vitória, Praia do Canto, Jardim da Penha, Curva da Jurema, Ilha das Caieiras e Jardim
Camburi.

As oficinas têm duração de 8 horas. Serão duas turmas: uma em Vila Velha e outra em Vitória. As inscrições devem ser feitas até a próxima sexta-feira (25) no endereço eletrônico ubirajara.nascimento@es.sebrae.com.br. As vagas são limitadas e a prioridade será por ordem de inscrição.

Na inscrição é necessário informar o interesse em participar da ação e os seguintes dados do negócio: Razão social, CNPJ, endereço, dados do proprietário e contato do responsável.
A parceira entre Setur e Sebrae é uma iniciativa relativa ao Convênio de Cooperação Técnica e Financeira firmado entre as instituições. Apoiam esta iniciativa o Sindibares, o Espírito Santo Convention & Visitors Bureau, e as prefeituras de Vitória, Vila Velha, Serra,  Guarapari e Cariacica, por meio de suas secretarias de turismo.

Serviço:

Inscrições: até 25 de novembro

Inscrições pelo e-mail: ubirajara.nascimento@es.sebrae.com.br

Locais: Cariacica, Guarapari, Serra, Vila Velha e Vitória

Inscrição e consultoria gratuitas


Mais informações: (27) 3041-5674 / 3041-5516

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Incaper alerta para chuvas fortes e rajadas de vento no Estado


O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) emitiu na tarde desta sexta-feira (18) alerta para chuva intensa no Espírito Santo. O aviso diz que entre a noite desta sexta-feira (18) e a madrugada do sábado (19), as condições meteorológicas continuam favoráveis para a ocorrência de chuva intensa em trechos do Espírito Santo, acompanhada de rajadas de vento e trovoadas.



O tempo abre rapidamente no sábado (19), mas o vento permanece forte no litoral (risco de ressaca) e moderado nas áreas afastadas do mar. O mar segue agitado no domingo (20) e perde agitação ao longo da segunda-feira (21).


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Rodizio de água continua no sistema Santa Maria


Chuvas foram insuficientes para suspender rodízio no Sistema Santa Maria


Após seis semanas do início do plano de contingência no fornecimento de água para a Grande Vitória, o rodízio no abastecimento permanece em vigor nas regiões abastecidas pelo Rio Santa Maria da Vitória. A lista de bairros e os dias de rodízio podem ser consultados no site www.cesan.com.br.

A medida ainda é necessária, pois as chuvas da última semana foram insuficientes para dar segurança ao abastecimento regular do sistema Santa Maria. A represa de Rio Bonito, que desde o início da crise hídrica está sendo utilizada para regular a vazão do rio e garantir o abastecimento de água para a população, encontra-se atualmente com 25% do seu volume total. Nas regiões abastecidas pelo Rio Jucu, o abastecimento permanece regular.

Desde o início do plano de contingência no abastecimento de água para a Grande Vitória foram economizados 1,4 bilhão de litros de água, suficiente para abastecer a cidade de Serra por 32 dias (levando em consideração o consumo recomendado pela ONU de 110 litros por pessoa por dia), ou 109 mil residências por um mês.

A Cesan alerta que a situação dos mananciais ainda é frágil e a população deve fazer uso racional da água para gerar economia. Ao todo, desde o início da operação do plano de contingência, a Cesan obteve uma redução de 17% no consumo de água no sistema Santa Maria da Vitória, que abastece todo o município de Serra, a zona norte de Vitória, alguns bairros de Cariacica e Praia Grande, em Fundão.

O rodízio no abastecimento de água no Sistema Santa Maria da Vitória abrange uma população de 580 mil pessoas, residentes em 156 bairros. Ao todo, são 193.445 unidades consumidoras na Grande Vitória. Para operar o rodízio, a Cesan agrupou os bairros em sete regiões distintas e a cada dia da semana uma região tem o fornecimento de água suspenso por um prazo de 24 horas, sempre a partir das 12 horas. Passadas 24 horas de interrupção, o sistema pode retornar ao normal em até 24 horas.


Nas áreas abastecidas pelo Rio Jucu, o rodízio no abastecimento foi suspenso e se mantém sob monitoramento contínuo. A medida foi tomada pela Cesan devido à melhora nas condições do rio, o que permitiu o abastecimento regular, reduzindo o impacto para a população, principalmente no fornecimento de água para hospitais, postos de saúde e escolas. Porém, a Cesan alerta a população sobre a gravidade da situação e solicita a redução do consumo em decorrência do risco de piora do cenário

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Situação do abastecimento de água ainda preocupa, alerta Cesan



Após 34 dias do início do plano de contingência no abastecimento de água para a Grande Vitória foram economizados 1,27 bilhão de litros de água, suficiente para abastecer a cidade de Serra por 28 dias, ou 97 mil residências por um mês. O rodízio permanece em vigor nas regiões abastecidas pelo Rio Santa Maria da Vitória. Nas áreas atendidas pelo Rio Jucu, o fornecimento de água está sendo realizado regularmente pela Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan). A lista de bairros e os dias de rodízio podem ser consultados no site www.cesan.com.br.

A Cesan alerta que a situação dos mananciais ainda é frágil e a população deve fazer uso racional da água para gerar economia. Ao todo, desde o início da operação do plano de contingência, a Cesan obteve uma redução de 17% no consumo de água no sistema Santa Maria da Vitória, que abastece todo o município de Serra, a zona norte de Vitória, alguns bairros de Cariacica e Praia Grande, em Fundão. Com o plano de contingência, a Cesan tem conseguido controlar o nível da Represa de Rio Bonito, que está com 23% do seu volume.

O rodízio no abastecimento de água no Sistema Santa Maria da Vitória abrange uma população de 580 mil pessoas, residentes em 156 bairros. Ao todo, são 193.445 unidades consumidoras na Grande Vitória. Para operar o rodízio, a Cesan agrupou os bairros em sete regiões distintas e a cada dia da semana uma região tem o fornecimento de água suspenso por um prazo de 24 horas, sempre a partir das 12 horas. Passadas 24 horas de interrupção, o sistema pode retornar ao normal em até 24 horas.


Nas áreas abastecidas pelo Rio Jucu, o rodízio no abastecimento foi suspenso no último dia 7 e se mantém sob monitoramento contínuo. A medida foi tomada pela Cesan devido à melhora nas condições do rio, o que permitiu o abastecimento regular, reduzindo o impacto para a população, principalmente no fornecimento de água para hospitais, postos de saúde e escolas. Porém, a Cesan alerta a população sobre a gravidade da situação e solicita a redução do consumo em decorrência do risco de piora do cenário.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Seca e estiagem deixa Fundão em situação de emergência


O Ministério da Integração Nacional reconheceu, nesta quinta-feira (20), a situação de emergência de dois municípios capixabas: Fundão e Mimoso do Sul, além de 13 cidades da Bahia, Maranhão, Minas Gerais, Sergipe e Tocantins. A medida permite que as cidades solicitem o apoio do Governo Federal para ações emergenciais de enfrentamento ao período de escassez de água. A portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Além das cidades capixabas, os municípios com estiagem prolongada são Feira de Santana, Paratinga, Saúde e Utinga (BA); Timon (MA); Engenheiro Navarro e Vargem Grande do Rio Pardo (MG); e Paranã (TO). Já a seca foi o motivo da situação de emergência nas cidades de Capitão Enéas e Rio Pardo de Minas (MG); Cedro de São João, Propriá e Telha (SE).


Além de viabilizar o acesso aos programas de fornecimento de água tratada, como a Operação Carro-Pipa Federal, o reconhecimento da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec/MI) também permite que os municípios tenham direito a outros benefícios. Dentre eles, a renegociação de dívidas no setor de agricultura junto ao Banco do Brasil, a aquisição de cestas básicas com o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário e o apoio do Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) para a retomada da atividade econômica nas regiões afetadas.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Governo anuncia execução do maior programa ambiental do ES


Em um cenário da maior escassez hídrica dos últimos 80 anos, um marco histórico merece ser comemorado. Ainda este mês têm início as obras do Programa de Gestão Integrada das Águas e da Paisagem, o maior programa ambiental da história do Espírito Santo. O lançamento do Programa será realizado nesta terça-feira (18), no Palácio Anchieta.
Esta é a primeira vez que o Estado desenvolve um programa de investimentos com ações integradas para uso coordenado da água, do solo e recursos relacionados ao desenvolvimento sustentável. O valor da primeira etapa de obras – coordenadas pela Companhia Espírito Santense de Saneamento (Cesan) – é de R$ 51,8 milhões, para implantação de sistemas de esgoto em Iúna, Ibatiba, Dores do Rio Preto e Irupi, na Região do Caparaó.  
Estima-se a criação de 4.300 empregos diretos no setor, 2 mil empregos indiretos e 6.600 empregos gerados em outros setores da economia – devido ao aumento de gastos dos trabalhadores – totalizando, aproximadamente, 13 mil vagas.
O Programa de Gestão Integrada das Águas e da Paisagem é financiado pelo Banco Mundial e o investimento estimado é de US$ 323 milhões (R$ 1 bilhão), a ser realizado em 5 anos. Essas primeiras obras vão beneficiar 34 mil moradores. Serão construídas 14 bombas elevatórias, quatro estações de tratamento de esgoto e 58 quilômetros de rede de coleta. Atualmente, o índice de coleta e tratamento de esgoto na Região do Caparaó é próximo a zero e a expectativa é chegar a 100% de atendimento.
Outra inovação nos projetos é que as ligações intradomiciliares, que unem a rede interna das residências à rede coletora implantada na rua, serão feitas no decorrer da obra. Serão 8.405 ligações nos quatro municípios. Assim, ao término da implantação, sete milhões de litros de esgoto por dia deixarão de poluir os rios nessas localidades.

Abrangência

O Programa tem abrangência estadual, e além dos municípios da Região do Caparaó, Dores do Rio Preto, Irupi, Iúna e Ibatiba, ocorrerão obras em Divino São Lourenço e  Conceição do Castelo. Nos aspectos de planejamento e gestão dos recursos hídricos e também de gestão de risco, haverá ações específicas para o saneamento ambiental em Vila Velha, Cariacica, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Marechal Floriano, das bacias dos rios Santa  Maria da Vitória e Jucu.

O objetivo é ampliar a cobertura florestal do Estado, com o programa Reflorestar e projeto Mangaraí; e institucionalizar e promover boas práticas agrícolas e de construção de estradas vicinais para contribuir para a redução do assoreamento e poluição dos corpos d’água.

O diretor-presidente da Cesan, Pablo Andreão, enfatizou que o rio é que traz a vida, portanto, um comportamento histórico tem que ser corrigido. “Antigamente as casas eram construídas ‘de costas’ para os rios, e o despejo de dejetos nos afluentes era o que se considerava certo. Eles davam conta de levar a sujeira para longe das casas. Hoje, temos que ser conscientes de que não existe o ‘jogar pra fora’, pois afastá-los dos olhos não os faz desaparecer instantaneamente. Há consequências nisso, como a poluição de rios, córregos e lagos. É necessário que cada pessoa se conscientize de sua corresponsabilidade socioambiental e coopere, seja em sua casa ou fora dela”.

Andreão disse ainda que a Região do Caparaó – conhecida por ser uma das mais visitadas do Espírito Santo devido às belas paisagens – terá o sistema de esgotamento sanitário universalizado com este investimento, pois a falta de saneamento básico não afeta apenas a saúde, mas também a economia. “A agricultura artesanal, importante na região, será fortalecida junto ao turismo. Em parceria com as Secretarias de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama); de Agricultura (Seag), por meio do Incaper (Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural); e Desenvolvimento Urbano (Sedurb), vamos ‘plantar água’, cuidar da água dos rios para conservá-la em uma condição adequada para a sustentabilidade”, finalizou.


Saneamento no Caparaó

Dores do Rio Preto

• 2.197 habitantes beneficiados

• Contemplada toda a sede do município

• 5,6 km de redes

• 359 ligações intradomiciliares

• 2 estações elevatórias

• 1 Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) com capacidade para tratar 6 l/s (litros por segundo)

Ibatiba

• 13.792 habitantes beneficiados

• Bairros contemplados: Soniter, Bela Vista, Novo Horizonte, Centro, Brasil Novo, São José, Ipê, Boa Esperança, Floresta I, Floresta II, São Sebastião, Trocate, Vila Nova e Lacerda Sodré de Assis

• 41,4 km de redes

• 2.130 ligações intradomiciliares

• 4 estações elevatórias

• 1 ETE com capacidade para tratar 25 l/s

Irupi

• 4.461 habitantes beneficiados

• Bairros contemplados: João Butica, Caroline Barbosa, Centro, Vila Bom Pastor, Loteamento Wilson Fernandes Ferreira, João Thomaz Pereira e Loteamento Jequitibá

• 7,4 km de redes

• 456 ligações intradomiciliares

• 2 estações elevatórias

• 1 Estação de tratamento de esgoto com capacidade para tratar 12 l/s


Iúna

• Bairros contemplados: Vila Nova, Vale Verde, Niterói, Ferreira Vale, Nossa Senhora da Penha, Pito, Quilombo, Centro e Guanabara

• 38 km de redes

• 2.432 ligações intradomiciliares

• 5 estações elevatórias

• 1 Estação de tratamento de esgoto com capacidade para tratar 36 l/s

Saiba mais

O Programa de Gestão Integrada das Águas e da Paisagem abrange ações nas áreas de Recursos Hídricos e Gestão de Riscos de Desastres; Eficiência dos Serviços e Ampliação da Cobertura de Esgotamento Sanitário e Gestão de Mananciais e da Cobertura Florestal. Os detalhes e todas as licitações do Programa podem ser acompanhados pela sociedade neste link.

O detalhamento de ações ambientais abrange a Elaboração do Plano Estadual de Recursos Hídricos; Elaboração de Planos de Bacia Hidrográfica; Estruturação da Rede de Monitoramento Hidrológico; Gestão da Linha de Costa; Cadastramento de Poços de Água Subterrânea; e Gestão de Riscos de Desastres e a ampliação do acesso aos serviços de esgotamento sanitário.

O Programa será realizado em áreas estratégicas, urbanas e rurais, para o acesso igualitário e qualitativo dos recursos hídricos. Há investimentos programados para:

• Proteção e recuperação dos mananciais por meio de ações de fortalecimento da gestão hídrica;

• Recuperação da cobertura florestal com a promoção de práticas sustentáveis de manejo da terra;

• Ampliação da cobertura dos serviços de esgotamento sanitário;

• Melhoria da eficiência do abastecimento de água;

• Elaboração de plano diretor metropolitano de manejo de águas urbanas;

• Gestão integrada de risco de desastres, incluindo a melhoria da capacidade de resposta do Estado aos eventos extremos da natureza.

O Programa tem abrangência estadual nos aspectos de planejamento e gestão dos recursos hídricos e também de gestão de risco, com ações específicas para as seguintes áreas de atuação:

• Na gestão de águas urbanas, na região Metropolitana da Grande Vitória;

• Na gestão de mananciais e recuperação da cobertura florestal, nas bacias dos rios Santa Maria da Vitória e Jucu e Região do Caparaó e Adjacências;

• No saneamento ambiental em Vila Velha, Cariacica, Santa Leopoldina, Santa Maria de Jetibá e Marechal Floriano, das bacias dos rios Santa  Maria da Vitória e Jucu, além de municípios da Região do Caparaó, especificamente, Dores do Rio Preto, Divino São Lourenço, Irupi, Iúna, Ibatiba e Conceição do Castelo.


O detalhamento de ações ambientais abrange a Elaboração do Plano Estadual de Recursos Hídricos; Elaboração de Planos de Bacia Hidrográfica; Estruturação da Rede de Monitoramento Hidrológico; Gestão da Linha de Costa; Cadastramento de Poços de Água Subterrânea; e Gestão de Riscos de Desastres e a ampliação do acesso aos serviços de esgotamento sanitário.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Racionamento continua nos bairros atendidos pelo rio Santa Maria da Vitória


Após três semanas de racionamento na Grande Vitória – que se completa nesta quinta-feira (13) – o resultado obtido foi uma economia de 17% no sistema de abastecimento do Santa Maria da Vitória, que fornece água para uma população de 580 mil pessoas dos municípios de Serra, parte continental de Vitória, parte de Cariacica e Praia Grande, em Fundão. A interrupção de um dia no abastecimento foi suspensa na região abrangida pelo rio Jucu, no último dia 7 de outubro.

Essa economia, aliada às chuvas que ocorreram na última semana, além da gestão da vazão de água que sai da represa de Rio Bonito, tornou possível aumentar o volume deste reservatório, que no início do racionamento estava com 22%, para 25% da sua capacidade. Desde o início da pior crise hídrica que já atingiu o Espírito Santo, a represa passou a ser operada também como reservatório de água do rio Santa Maria da Vitória, por meio de um Protocolo de Entendimentos entre EDP, Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh), Instituto Estadual de Meio Ambiente (Iema), Comitê de Bacia Hidrográfica do Santa Maria da Vitória.

Segundo o diretor de Engenharia e Meio Ambiente, Amadeu Wetler, durante essa última semana, a vazão de água no rio Santa Maria foi suficiente para manter o fornecimento de água para a população, mas também já foi iniciada a estratégia de reservação para o período seco de 2017. “Conseguimos sair de uma situação em que o nível da represa tinha se estabilizado para um pequeno mas importante aumento da reserva de água”, explicou Amadeu Wetler.

No rio Jucu, a vazão do manancial continua acima da necessidade da população, o que permite manter suspenso o racionamento de água da região.

O diretor acrescentou ainda que o uso racional da água deve se tornar um hábito contínuo da população e todos os setores da economia. “Toda atitude para economizar é importante e válida. É uma nova relação de valor que estamos construindo com a água”, disse.

Racionamento

O rodízio no abastecimento de água para a Grande Vitória foi implantado pela Cesan (Companhia Espírito Santense de Saneamento) no dia 22 de setembro, após autorização da Agência de Regulação dos Serviços Públicos do Espírito Santo (Arsp) e da Agência Estadual de Recursos Hídricos (Agerh). Essa estratégia alcançou 416 bairros nos municípios de Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Viana e Fundão, abrangendo uma população de mais de 1,7 milhão de habitantes, totalizando 566.807 unidades consumidoras entre residências, comércio e serviços, indústria e setor público.

O plano de contingência para operar o rodízio foi elaborado pela Cesan de forma que o abastecimento ocorra de forma isonômica para todos. Para reduzir os impactos a Cesan promoveu ainda ampla divulgação para a população ter acesso antecipado às informações sobre racionamento e programar suas atividades para o dia de interrupção no abastecimento.


O sistema de atendimento ao cliente pelo telefone 115 também ganhou reforço para atender à população. Um menu especial foi criado na unidade automática de atendimento para que os clientes pudessem conhecer os bairros que estariam sob racionamento no dia. O número de chamadas recebidas pelo sistema de atendimento ao cliente da Cesan passou de 1.400 para 2.717 por dia. O serviço funciona 24 horas e a chamada é gratuita de qualquer telefone.

Operação

O rodízio no abastecimento de água para a Grande Vitória foi implantado nos municípios de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra, Viana e para a localidade de Praia Grande, em Fundão. Os bairros foram agrupados em sete regiões distintas e a cada dia da semana uma região tem o fornecimento de água suspenso por um prazo de 24 horas, sempre a partir das 12 horas. Passadas as 24 horas de interrupção, o sistema pode retornar ao normal em até 24 horas.

No último dia sete de outubro, o rodízio foi suspenso nos bairros atendidos pelo sistema de abastecimento do rio Jucu e o fornecimento ficou normalizado para 1,1 milhão de habitantes de 373 mil unidades consumidoras.

A Cesan vem alertando a população sobre a gravidade da situação e solicitando a redução do consumo em decorrência do risco de piora da situação do abastecimento na Grande Vitória. Foram feitos alertas à sociedade em abril, maio (anúncio da situação de emergência), agosto e em setembro de 2016. A sociedade atendeu ao chamado e diminuiu o consumo, porém, ainda não foi suficiente e foi necessário implantar o rodízio no abastecimento da Grande Vitória.

Interior

Os locais que mais sofrem com os efeitos da estiagem são as regiões norte e noroeste do Espírito Santo. No interior são 11 localidades abastecidas pela Cesan que estão sob racionamento de água. Além do acesso ao mesmo sistema de informação implantado para moradores da Grande Vitória, a Cesan também fez a divulgação nesses locais por meio de carros de som que percorrem as ruas com as informações sobre o abastecimento de água em cada localidade.

Ações

O Comitê Hídrico, criado pelo Governo em 2015, tem a atribuição de tomar medidas de curto, médio e longo prazo para garantir água para a população. Na Grande Vitória, a Cesan reforçou e impermeabilizou o enrocamento (blocos de pedras colocados uns sobre os outros) no Rio Jucu para acumular mais água na área de captação da estação de tratamento de Caçaroca. No Rio Santa Maria da Vitória, a água represada na barragem de Rio Bonito serve para regular a vazão do rio e oferece condições para captar o suficiente para o abastecimento.

Outra medida de curto prazo é a construção do Sistema de Abastecimento de Água de Reis Magos, que está com 80% das obras concluídas e deve entrar em operação até o fim do ano. Esse novo sistema terá capacidade de tratar 500l/s de água para parte da Serra, retirando a sobrecarga sobre o Rio Santa Maria da Vitória. No Rio Jucu, a Cesan está realizando o projeto básico para construção de uma represa que irá armazenar 21 bilhões de litros de água, garantindo abastecimento por quatro meses sem chuva.

Por meio do Programa Estadual de Construção de Barragens, a Secretaria de Estado da Agricultura (Seag) irá implantar ainda 60 novas barragens até o final de 2018 no interior do Estado. Serão 34 de uso múltiplo de médio porte e outras 26 em assentamentos de trabalhadores rurais capixabas. Além disso, também está dentro do Programa a retomada da obra da barragem de Pinheiros e a construção da barragem do Jucu, coordenada pela Cesan. Outras seis barragens de médio porte também serão construídas em Alto Rio Novo, Pedro Canário, São Roque, Vila Pavão, Ecoporanga e Barra de São Francisco, por meio de uma parceria entre os dois órgãos. Ao todo serão investidos mais R$90 milhões para as 68 barragens.
Até o final de 2015, pelo Programa Reflorestar, foram ainda atendidos mais de 1.800 produtores rurais em 73 dos 78 municípios capixabas, um investimento de R$ 28 milhões, o que está permitindo iniciar a restauração florestal em pelo menos 6.000 hectares de terras e reconhecer outros 6.000 hectares de florestas conservadas. Atualmente, existem 4.300 produtores cadastrados no Reflorestar. A meta para 2016 é atender mais 1.600 produtores rurais, o que deverá permitir iniciar a recuperação de cerca de 4.600 hectares e investimentos da ordem de R$ 25 milhões.


quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Estudo revela que abelhas estão morrendo intoxicadas no Brasil


A morte do inseto preocupa apicultores e agricultores por colocar em risco a produção de alimentos


Se pagássemos pelo serviço que as abelhas prestam à natureza, elas estariam bilionárias. O "salário" à colmeia mundial seria de 212 bilhões de dólares por ano. O cachê é alto assim porque o inseto é responsável por 73% da polinização de toda a cultura mundial. O resultado é a garantia de 40% dos alimentos consumidos por nós. Por isso, sua possível extinção – que pode não estar tão distante, como apontou este novo estudo (no link) – é algo tão preocupante, seja para a biodiversidade do planeta ou até, pasmem, para os produtores de inseticidas, produtos que as matam.

A relação é simples. Sem abelhas, não há agricultura, muito menos a necessidade de agrotóxicos. Foi por isso que o projeto Colmeia Viva, do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) foi criado e agora divulga o Mapeamento de Abelhas Participativo (MAP), como resultado de uma parceria entre agricultores e apicultores.

"Reconhecemos o nosso papel na relação entre a agricultura e a apicultura. Uma não existe sem a outra e somos parte disso. É preciso criar boas práticas para o uso dos defensivos", explicou a vice-presidente do Sindiveg, Silvia Fagnani.

O principal resultado da pesquisa é de que 70% das abelhas estudadas morreram de intoxicação por inseticidas. E em todos os casos, o que causou a morte foi o uso incorreto dos produtos por parte dos aplicadores. A pesquisa apontou, entretanto, que as abelhas mortas na área analisada não apresentaram sintomas da Síndrome do Colapso das Abelhas (CCD), fenômeno registrado principalmente no hemisfério norte com a espécie Apis Mellifera.

Pelo CCD, elas desaparecem sem deixar vestígios. No Brasil, o caso é de mortalidade por intoxicação. Entres os produtos encontrados, estão alguns dos mais vendidos e conhecidos no mercado, como o Neonicotinoide e o Pirazol.

O relatório, porém, é só um começo para o que o projeto pretende realizar, segundo o biólogo Osmar Malaspina, especialista em ecotoxicologia das abelhas, da Unesp, e que participou da pesquisa. Para esta primeira análise, apenas 13 casos foram estudados. A validade, entretanto, de acordo com o pesquisador, se dá pelo tempo de investigação, de um ano. Para que as abelhas sejam analisadas é necessário que o apicultor denuncie, ao Sindiveg, a morte de sua criação em até 24 horas ou que o agricultor perceba que os insetos estão morrendo em sua plantação nesse mesmo espaço de tempo.

"O curto prazo entre a denúncia e a coleta dificulta um pouco a pesquisa, por isso restringimos a área de abrangência ao estado de São Paulo, com foco em poucas amostras. Para apresentarmos dados mais consistentes, precisamos estudar mais colmeias e, para isso, é necessário que apicultores e agricultores colaborem ligando para o nosso disque denúncia", pediu Malaspina.

As criações mais afetadas, segundo o biólogo, são as próximas às grandes produções de monocultura, como as de soja e as de cana. "Inseticidas, como o próprio nome já diz, são feitos para matar insetos. Estamos tentando amenizar essa situação para que os aplicadores usem de forma correta e possam diminuir a mortalidade das abelhas. A solução definitiva, porém, estaria em repensar a forma como produzimos alimento, sem necessitar da aplicação desses defensivos", explicou.

O biólogo ainda lembra da importância do inseto para o lucro do grande produtor. No Brasil, há cerca de 3 mil espécies de abelhas. Alguns cultivos, como o melão e a maçã, são polinizados por apenas um tipo, e o desaparecimento da abelha da região significaria o fim da produção.

"O agricultor, por falta de conhecimento, só pensa em fertilizante e adubos. Mas não sabe que a abelha é a maior responsável por manter sua colheita. Agora, se não há comida, elas não ficam no local. Por isso, é importante aliar a plantação a corredores de florestas, construindo habitats apropriados aos insetos", concluiu o biólogo.

O MAP continua e as análises também. O relatório completo está disponível no site do Colmeia Viva e o telefone para denúncias e dúvidas é o 0800 771 8000

Fonte: Gazeta Regional
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