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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Sapateiro: profissão que resiste ao tempo


Hélio trabalha como sapateiro na Rua da Feira, no centro de Fundão


Com as mudanças repentinas e o mundo cada vez mais globalizado, é inevitável e esperado que surjam novas técnicas de trabalho. Na corrida contra o tempo, muitas profissões se perderam. Com a chegada do computador, os datilógrafos foram para o acostamento. Estacionaram e, em vez de datilografar, precisaram passar a digitar.


Mas, existem aqueles que resistiram aos encantos das tão aclamadas profissões do futuro, mas também se recusam a entrar no grupo dos trabalhos do passado. Eles optaram por permanecer no presente. Sapateiros, chaveiros, ferreiros e alfaiates, são exemplos.

O sapateiro Hélio dos Reis, de 62,   atua na função desde os 10 anos, hoje em dia tem se dedicado em consertar os calçados. Hélio atende a clientela de Fundão e de municípios vizinhos, como Santa Teresa e Ibiraçu.




De acordo com Hélio, sempre tem trabalho. “São clientes diversos, alguns pedem para consertar chuteiras, já outros, solicitam para engraxar os sapatos. Há também muita demanda com o público feminino, com pequenos ajustes em sandálias, botas, bolsas e cintos ”, relata Reis.  


Como as lojas tem produtos mais baratos e com pouca qualidade, logo precisam de um sapateiro para consertar. “Hoje em dia as coisas ficaram descartáveis”. A maioria das pessoas preferem comprar um sapato novo. Por outro lado, quem prefere comprar produtos melhores, sempre vai precisar de um sapateiro para fazer reparos, ou mesmo pedem para engraxar e dar aquele trato" finaliza Hélio.


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