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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Temer cede a ameaça de deputados e cancela importação de café para evitar rebelião


O presidente Michel Temer foi obrigado a cancelar a importação de 1 milhão de sacas de café tipo conilon, entre fevereiro e maio deste ano, depois que deputados de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Rondônia que compõem sua base de apoio ameaçaram votar contra propostas de interesse do governo. Cada saca tem 60 kg de café. Esses estados estão entre os que mais produzem o grão no país.

A importação do produto foi decidida há uma semana pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) com o apoio do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, que é senador licenciado e um dos principais líderes da base ruralista. Um grupo de deputados de vários partidos esteve na noite de terça-feira (21) no Palácio do Planalto e pressionou Temer a cancelar a decisão tomada pelo colegiado a pedido de Blairo.

Os deputados ameaçaram Temer e disseram que votariam contra as reformas da Previdência e trabalhista, em tramitação na Câmara. “O Blairo Maggi decidiu a importação sem necessidade, acreditando em relatórios imprecisos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)”, disse o deputado Evair Vieira de Melo (PV-ES).

A Cegex tinha reduzido o imposto de importação cobrado sobre a importação do café conilon de 10% para 2% para negócios fechados fechadas até maio, o que derrubaria os preços e prejudicaria os produtores dos Estados produtores. O comitê alegou que estava faltando o produto para a indústria.


Com informações do Congresso em Foco

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Governo Temer autoriza importação de café e pode prejudicar produtores capixabas


Resultado de imagem para café do vietnãO Governo Federal autorizou no final da tarde desta quarta-feira (15), a importação de café conilon pelo Brasil. Serão importados um milhão de sacas, entre fevereiro e maio, com limite de 250 mil sacas por mês.

Para o secretário estadual de Agricultura, Octaciano Neto, os produtores capixabas já enfrentam sérias dificuldades em decorrência da pior seca dos últimos oitenta anos que atinge o Estado e que, nos últimos três anos, agravou os impactos sobre a produção e acarretou queda significativa nos resultados. "O Governo do Espírito Santo é contra a importação. A seca fez com que o custo aumentasse e a produção caísse", disse.

O Espírito Santo é o maior produtor de Conilon do País. A atividade cafeeira capixaba é responsável por 35% do Produto Interno Bruto (PIB) Agrícola do Estado e gera em torno de 400 mil empregos diretos e indiretos.


Dados da equipe técnica da Secretaria Estadual de Agricultura apontam que a importação do robusta vai afetar diretamente os produtores, que tiveram o custo da produção aumentado por conta da seca. A safra deste ano deverá fechar em 5,3 milhões de sacas contra 7,7 milhões em 2015.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Estado garante que há estoque de Conilon e ministro adia decisão sobre importação


Resultado de imagem para café importado polemicaEm reunião com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, nesta terça-feira (07), em Brasília, representantes do Espírito Santo garantiram que possui estoque de café Conilon no Estado e que, por isso, não há motivos para que seja autorizada a importação do robusta do Vietnã. Com isso, o ministro adiou a decisão até que os números sejam apresentados. 
Participaram da reunião com Maggi, o diretor-presidente do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), Marcelo Suzart; membros da bancada federal capixaba; setor produtivo; OCB-ES; Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café (Cetcaf); Cooabriel; Centro do Comércio do Café de Vitória (CCCV); Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado (Fetaes); Confederação Nacional da Agricultura (CNA); dentre outros.
Durante a reunião, Maggi pediu ao Estado que apresente, até o final desta semana, o levantamento da quantidade de estoque de café por município, juntamente com os dados da Bahia e Rondônia. Após, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai conferir esses dados para, posteriormente, o ministro encaminhar pela recomendação da liberação da importação ou não. Se comprovado o estoque será descartada a importação.
“Representantes da indústria presente disseram que eles não estão comprando e que tem estoque até maio, junho. E nós temos estoque nas cooperativas, produtores. Já houve comercialização nos últimos meses. O mercado está ofertando e a indústria não está comprando”, destacou Suzart. 
O diretor-presidente do Incaper apontou que a próxima safra já começa a ser colhida dentro dos próximos 60 dias e que, com isso, mais grãos vão chegar ao mercado.
Suzart firmou que ao contrário do levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que apontou que existem, aproximadamente, 2,2 milhões de sacas disponíveis nos estoque. Esse número deve chegar a 4 milhões de sacas no levantamento do Estado, juntamente com Bahia e Rondônia. “O levantamento da Conab não levou em consideração os dados de todos os municípios”, apontou.
“O Espírito Santo tem café para oferecer. Nos próximos meses, o produtor começa a colher a nova safra e precisa liberar o estoque. Contando as sacas vendidas em janeiro, temos junto com os demais estados produtores aproximadamente 4 milhões ”, acrescentou o diretor-presidente do Incaper.
Na tarde de segunda-feira, uma reunião foi realizada com o governador em exercício, César Colnago; o secretário de Estado da Agricultura em exercício, Marcus Magalhães; membros da bancada federal e representantes do setor produtivo para debater o assunto.
O Espírito Santo é o maior produtor de Conilon do país e tem na cafeicultura a principal atividade agrícola, presente em todos os municípios, em aproximadamente 60 das 90 mil propriedades, que envolve mais de 400 mil pessoas e 133 mil famílias, sobretudo, pequenos produtores de base familiar.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Importação de café pode trazer pragas para o Brasil, aponta estudo


Resultado de imagem para café importado polemicaEstudo realizado pela Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca (Seag), por meio do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), apontou o risco de pragas ausentes no País serem contraídas em caso de importação de café da África, da Ásia e até mesmo da América do Sul.
Além de pragas quarentenárias — aquelas que mesmo estando sob o controle constante representam uma ameaça concreta à economia agrícola do País ou de uma região importadora — há ainda algumas espécies nunca encontradas no Brasil. Deve ser prioridade o monitoramento do serviço de vigilância fitossanitária nas fronteiras e a realização da análise de risco em importações de produtos agrícolas.
O estudo, realizado pelos pesquisadores do Incaper Romário Gava Ferrão e José Aires Ventura, foi elaborado devido à possibilidade de o Ministério da Agricultura autorizar a importação de café conilon do Vietnã e de outros países, como da Etiópia e do Peru. Foram identificadas ao menos quatro pragas de café existentes nessas regiões.
O pedido de importação partiu das indústrias brasileiras de cafés torrado, moído e solúvel sob a alegação de que o mercado interno estaria com a produção baixa e que faltaria grão para atendê-lo.
“Se for autorizada a importação de café conilon da Ásia, da África ou do Peru, onde existem pragas que ainda não foram encontradas no Brasil, sem uma rigorosa análise de risco, é colocar o País em uma situação vulnerável e extremamente crítica que poderá comprometer o importante agronegócio brasileiro que é a produção cafeeira”, destacou o diretor-presidente do Incaper, Marcelo Suzart.
Ainda foi apontada a necessidade de se realizar uma Análise de Riscos de Pragas (ARP), que tem como objetivo identificar os ricos de pragas, avaliar os riscos fitossanitários e estabelecer as medidas para impedir o risco no caso de importação. A ARP é um procedimento reconhecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC), adotado pelos países signatários da Convenção Internacional de Proteção Vegetal (CIPV), bem como do Comitê de Sanidade Vegetal (Cosave), que reúne Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai.
O secretário de Estado da Agricultura, Octaciano Neto, reforçou o posicionamento do Governo do Estado contrário à importação do Conilon. Além dos riscos fitossanitários, ele destacou que os cafeicultores do Espírito Santo atravessam há três anos a pior seca da história. “Os produtores de café, que é a principal atividade econômica do agronegócio capixaba, tiveram o custo da produção aumentado pela falta de chuva. Não faz sentido importar café para prejudicar quem sofreu nos últimos três anos. E também há estoque suficiente para a indústria. Temos mais de 4 milhões de sacas. Não há risco de desabastecimento”, destacou Octaciano Neto.
O Espírito Santo tem na cafeicultura a principal atividade agrícola, presente em todos os municípios, em aproximadamente 60 das 90 mil propriedades, que envolve mais de 400 mil pessoas e 133 mil famílias, sobretudo, pequenos produtores de base familiar.


quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Feira Sabores da Terra começa nesta sexta-feira (16) em Vitória


Em sua sexta edição na Grande Vitória e décima em nível estadual, a Feira Sabores da Terra se firma como um dos maiores eventos do Espírito Santo na fomentação do agronegócio. Mais de 480 expositores apresentam seus produtos e serviços na Praça do Papa, entre os dias 16 e 18 de dezembro. Além de 5 regiões capixabas representadas em “Ilhas”, comidas típicas e apresentações culturais vão agitar o evento, que terá mais de 1800 pessoas envolvidas.
Com entrada franca, a Feira é organizada pela Associação de Agroturismo do Espírito Santo (Agrotures) e tem como parceiro o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-ES). Neste ano, o número esperado é de 50 mil visitantes e uma movimentação de R$ 1,5 milhão em venda de produtos. “O envolvimento de todo o setor do agronegócio, a capacitação e a qualificação dos expositores e a promoção do turismo capixaba são objetivos que os expositores desejam alcançar”, afirma Ademir Dadalto, organizador do evento.
Produtos diversos e programação variada
São 325 estandes repletos de novidades e produtos tradicionais do agroturismo. Oficinas serão disponibilizadas para promover o intercâmbio de informações entre produtores, profissionais e representantes dos diversos setores que compõem o cenário da agroindústria. No ambiente cultural, apresentações musicais e folclóricas de comunidades de vários municípios, como Venda Nova do Imigrante, Domingos Martins, Marechal Floriano e Santa Maria de Jetibá, vão garantir a diversão de quem passar pelo evento.
Serviço

A Feira Sabores da Terra é aberta ao público, com entrada gratuita, e acontece entre os dias 16 e 18 de dezembro, na Praça do Papa, em Vitória. A realização do evento é da Agrotures, em parceria com o Sebrae-ES.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Assembleia Legislativa discute alta produtividade da abelha capixaba




Deputados ouviram nesta terça-feira (11), no Plenário Judith Leão, a coordenadora do Comitê Gestor Estadual de Apicultura (CGEA), Karina Moreira Nolasco de Carvalho, que falou sobre o desenvolvimento da apicultura no Estado. O programa em desenvolvimento, apesar da falta de recursos, envolve diretamente 700 famílias. A produtividade da apicultura capixaba é de 20 quilos por colmeia ao ano, acima da média nacional que é de 13 quilos. Entretanto, o potencial de produção é de 120 quilogramas anuais, informou Karina Nolasco. 

As informações foram apresentadas na reunião ordinária da Comissão de Agricultura da Ales, presidida pela deputada Janete de Sá (PMN). Nolasco falou também da importância da polinização realizada pelas abelhas: “Dependem da polinização, 70% da cultura agrícola”, cabendo às abelhas papel fundamental. 

Dificuldades
O programa em desenvolvimento, apesar da falta de recursos, e ser um produto pouco rentável, envolve diretamente 700 famílias, totalizando duas mil, incluindo aquelas que dão suporte ao fluxo da produção e aos subprodutos do mel, como ceras, entre outros. O setor gera anualmente R$ 7 milhões.Apesar disso, a apicultura é fator gerador de renda e o complexo envolve a extração, decantação, filtragem, os subprodutos, como a cera e o pólen, própolis, geleia real, e a sua industrialização e comercialização.Nolasco colocou que os principais desafios para o setor é a produção com assistência e técnicos nas casas do mel, além do acompanhamento social das famílias. Também há dificuldade de colocação da produção no mercado. Além disso, disse a coordenadora do comitê gestor, é preciso fortalecer as associações do setor da apicultura e o desenvolvimento da pesquisa aplicada e criação de novos produtos.Outra necessidade é a sensibilização dos deputados para a aplicação da lei federal do setor. Por exemplo, colocação de técnicos nas casas de mel é exigência de lei. Falta a regularização da produção e programa de conservação de espécies em extinção, e a volta da inclusão do mel na merenda escolar.

Merenda escolar
“Algumas associações colocaram sua produção nas contas do governo e os recursos destinados à compra do produto foram cortados”, informou Karina Carvalho, o que segundo ela deixou o produtor perdido, pois o plano era a compra da produção para que o governo incluísse na merenda escolar.O deputado Padre Honório (PT) comentou a questão. “A gente trabalha a questão da agroecologia e as abelhas fazem parte deste contexto”, disse, e observou ainda que o governo tira o mel da merenda e permite a venda de chips nas cantinas das escolas. Honório enfatizou que os deputados têm, sim, de apoiar as ações do setor.Wilson Cravo, do setor de turismo, solicitou que os deputados promovam um encontro com todos os órgãos públicos e privados envolvidos com a eliminação das abelhas que tem acontecido em grande escala no Estado. A população, ao se deparar com um enxame de abelha, chama o bombeiro ou ela mesma se encarrega de eliminar o inseto. A deputada Janete de Sá perguntou como se pode chegar a um equilíbrio entre o temor que a população tem das abelhas e a sua importância delas para a polinização. Destaca que o problema tem origem na maneira do relacionamento do homem com a natureza, colocando em primeiro lugar o lucro imediato. “É preciso pesquisa para ter conhecimento e conscientizar a população sobre a importância das abelhas”, concluiu.
Polinização
A coordenadora do comitê gestor disse que o mel tem pouco retorno, mas interfere em toda cadeia produtiva da natureza, possibilitando a produção de todos os produtos agrícolas, graças a polinização resultante da ação das abelhas. Uma abelha vive em torno de 50 dias e visita cerca dois milhões de flores durante esse tempo. Clayton Perone de Almeida, diretor do Ifes e membro do comitê, reiterou que as abelhas são importantes não só na agricultura como na vegetação natural e coloca o instituto, dentro de suas limitações, como parceiro no projeto apícula capixaba. O comitê gestor capixaba foi criado em 2015 pelo governo para organizar o sistema produtivo apícula, a pesquisa científica capixaba no setor e apresentar as soluções necessárias para seu desenvolvimento. Ela é composta pelos órgãos do Estado voltados para a agricultura como a Secretaria da Agricultura, Incaper, Idaf, pelo Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), Federação da Agricultura do Estado do Espírito Santo (Faes), da Federação Capixaba das Associações de Apicultores (Fecapis), Sebrae, Projeto Apisfrut e da Fibria Celulose S. A. 


Indicações
O colegiado decidiu fazer um conjunto de indicações, entre elas, pelo retorno do mel à merenda escolar das escolas públicas do Estado, e solicitar reunião com o governo para debater a questão da apicultura capixaba. O colegiado também entende que a Comissão de Agricultura da Ales deve participar no comitê gestor e vai reivindicar a sua inclusão. Além da presidente Janete de Sá, compõem a Comissão de Agricultura, Silvicultura, Aquicultura e Pesca, de Abastecimento e Reforma Agrária, os deputados Padre Honório (PT), vice-presidente; e os efetivos Raquel Lessa (SD), Eliana Dadalto (PTC), Freitas (PSB). São suplentes os deputados Erick Musso (PMDB), Nunes (PT), Da Vitória (PDT), Sandro Locutor (Pros), Marcos Bruno (Rede).

Fonte: Aldo Aldesco/Web Ales


Foto: Tonico

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Estudo revela que abelhas estão morrendo intoxicadas no Brasil


A morte do inseto preocupa apicultores e agricultores por colocar em risco a produção de alimentos


Se pagássemos pelo serviço que as abelhas prestam à natureza, elas estariam bilionárias. O "salário" à colmeia mundial seria de 212 bilhões de dólares por ano. O cachê é alto assim porque o inseto é responsável por 73% da polinização de toda a cultura mundial. O resultado é a garantia de 40% dos alimentos consumidos por nós. Por isso, sua possível extinção – que pode não estar tão distante, como apontou este novo estudo (no link) – é algo tão preocupante, seja para a biodiversidade do planeta ou até, pasmem, para os produtores de inseticidas, produtos que as matam.

A relação é simples. Sem abelhas, não há agricultura, muito menos a necessidade de agrotóxicos. Foi por isso que o projeto Colmeia Viva, do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg) foi criado e agora divulga o Mapeamento de Abelhas Participativo (MAP), como resultado de uma parceria entre agricultores e apicultores.

"Reconhecemos o nosso papel na relação entre a agricultura e a apicultura. Uma não existe sem a outra e somos parte disso. É preciso criar boas práticas para o uso dos defensivos", explicou a vice-presidente do Sindiveg, Silvia Fagnani.

O principal resultado da pesquisa é de que 70% das abelhas estudadas morreram de intoxicação por inseticidas. E em todos os casos, o que causou a morte foi o uso incorreto dos produtos por parte dos aplicadores. A pesquisa apontou, entretanto, que as abelhas mortas na área analisada não apresentaram sintomas da Síndrome do Colapso das Abelhas (CCD), fenômeno registrado principalmente no hemisfério norte com a espécie Apis Mellifera.

Pelo CCD, elas desaparecem sem deixar vestígios. No Brasil, o caso é de mortalidade por intoxicação. Entres os produtos encontrados, estão alguns dos mais vendidos e conhecidos no mercado, como o Neonicotinoide e o Pirazol.

O relatório, porém, é só um começo para o que o projeto pretende realizar, segundo o biólogo Osmar Malaspina, especialista em ecotoxicologia das abelhas, da Unesp, e que participou da pesquisa. Para esta primeira análise, apenas 13 casos foram estudados. A validade, entretanto, de acordo com o pesquisador, se dá pelo tempo de investigação, de um ano. Para que as abelhas sejam analisadas é necessário que o apicultor denuncie, ao Sindiveg, a morte de sua criação em até 24 horas ou que o agricultor perceba que os insetos estão morrendo em sua plantação nesse mesmo espaço de tempo.

"O curto prazo entre a denúncia e a coleta dificulta um pouco a pesquisa, por isso restringimos a área de abrangência ao estado de São Paulo, com foco em poucas amostras. Para apresentarmos dados mais consistentes, precisamos estudar mais colmeias e, para isso, é necessário que apicultores e agricultores colaborem ligando para o nosso disque denúncia", pediu Malaspina.

As criações mais afetadas, segundo o biólogo, são as próximas às grandes produções de monocultura, como as de soja e as de cana. "Inseticidas, como o próprio nome já diz, são feitos para matar insetos. Estamos tentando amenizar essa situação para que os aplicadores usem de forma correta e possam diminuir a mortalidade das abelhas. A solução definitiva, porém, estaria em repensar a forma como produzimos alimento, sem necessitar da aplicação desses defensivos", explicou.

O biólogo ainda lembra da importância do inseto para o lucro do grande produtor. No Brasil, há cerca de 3 mil espécies de abelhas. Alguns cultivos, como o melão e a maçã, são polinizados por apenas um tipo, e o desaparecimento da abelha da região significaria o fim da produção.

"O agricultor, por falta de conhecimento, só pensa em fertilizante e adubos. Mas não sabe que a abelha é a maior responsável por manter sua colheita. Agora, se não há comida, elas não ficam no local. Por isso, é importante aliar a plantação a corredores de florestas, construindo habitats apropriados aos insetos", concluiu o biólogo.

O MAP continua e as análises também. O relatório completo está disponível no site do Colmeia Viva e o telefone para denúncias e dúvidas é o 0800 771 8000

Fonte: Gazeta Regional

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Incaper apresenta à Conab novo mapeamento do café no Espírito Santo


 
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O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), por meio do Sistema Integrado de Bases Geoespaciais do Estado do Espírito Santo (Geobases), apresentou à Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) o novo mapeamento que está sendo concluído em todo o Espírito Santo, que inclui entre seus produtos as áreas com produção de café no Estado. O objetivo é a qualificação das informações para o levantamento mais preciso das safras.


“A Conab e o Incaper são instituições que por interesse em comum fazem o levantamento de safra no Espírito Santo todo ano, e utilizando o Geobases como ferramenta de qualificação de informações teremos resultados mais precisos. Esse trabalho também está sendo realizado em conjunto com outros órgão dos estados de Minas Gerais e São Paulo e se nós fizermos esse esforço vamos ter uma evolução extraordinária nas informações estatísticas”, ressaltou o superintendente de Informações do Agronegócio da Conab em Brasília, Aroldo Antônio de Oliveira Neto.

O Sistema Integrado de Bases Geoespaciais do Estado do Espírito Santo (Geobases) é a Infraestrutura de Dados Espaciais oficial do Estado, formando um conjunto de planos de informações de uso comum para mais de 100 instituições integrantes do sistema e para a sociedade em geral. O banco de dados abrange todo o Espírito Santo e as instituições que o integram trocam informações geográficas em tempo real.

“Mostramos à Conab o novo mapeamento de todo o Estado que está em fase de conclusão, um dos melhores do Brasil em relação ao detalhamento. Nesse mapeamento é possível visualizar imagens com excelente resolução espacial (pixel de 25 cm) e com modelos em 3D, e com isso a previsão de safra de café terá mais confiabilidade. Esse uso do mapeamento poderá servir de exemplo para outras culturas”, disse o coordenador técnico do Geobases, Giuliano Grigolin.

Para o técnico de operações da Conab no Espírito Santo, Paulo Roberto de Luna, essa ferramenta é de grande importância para que os dados saiam de uma pesquisa de amostragem e passem a ter um resultado mais preciso. “Fizemos a última estimativa de safra de café no estado no mês de setembro e estamos na expectativa de uma produção de 9.149 milhões de sacas de café entre arábica e conilon. Com o mapeamento teremos capacidade de levantar essas informações com mais clareza”, disse.

A previsão é que o mapeamento seja concluído em até um ano. “A nossa parceria com a Conab é histórica há mais de 10 anos e sempre usamos o método científico para as estimativas de safras. Com o Geobases usaremos muito das tecnologias em geoprocessamento para mapear a área de café no Espírito Santo, o que garante qualidade nas informações”, ressaltou o coordenador do Polo Estadual de Cafeicultura do Incaper, Romário Gava Ferrão.

Sobre o Geobases

O Portal Geobases propicia um ambiente com funcionalidades para que usuários de várias instituições e de diferentes áreas de atuação possam acessar, atualizar, corrigir e “baixar” informações espaciais via web, pelo endereço www.geobases.es.gov.br. Entre os integrantes do Geobases estão órgãos federais, estaduais, municipais, empresas privadas e sociedade em geral.

O Geobases conta com uma Secretaria Executiva, cujo secretário é o Diretor-Presidente do Incaper, e uma Unidade Central com a Coordenação Técnica, que, juntamente com o Conselho de Convenentes e as demais instituições conveniadas, realizam de forma integrada a gestão de todo o sistema.

Esse Sistema visa consagrar os princípios da eficiência administrativa ao propiciar, dentre outras coisas:

• A prática de cooperação mútua entre diferentes organizações na estruturação de um banco de dados espacial;

• As funcionalidades para que o usuário execute trabalhos e atualize sua base de dados geoespaciais em tempo real, via web;

• E a não duplicidade de esforços e recursos financeiros dos entes integrantes na aquisição de uma mesma informação espacial.

Produtores de Fundão comemoram o bom preço do café conilon




Café Conilon atingiu o maior valor da história

A quebra de safra e a falta de chuva fizeram o preço do conilon subir no Espirito Santo. Os produtores que não venderam o grão logo após a colheita estão conseguindo bons preços.  Em Vitória,  a saca de 60 quilos do café tipo 7, chegou a ser comercializado a R$ 455,00.


De acordo com a projeção feita pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no Espirito Santo a queda na produção chega a 15%,  com a estimativa da colheita de 9,14 milhoes de sacas nesta safra.

Conforme analistas de mercado,  a tendencia é que o preço se mantenha neste patamar para os  próximos meses, podendo subir mais.


Foto:Incaper

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Apicultores de Fundão se reúnem com candidato a prefeito do municipio


Os apicultores de Fundão se reuniram na primeira segunda-feira de setembro com o candidato a prefeito do município Anderson Pedroni. O encontro foi realizado no auditório do CDL, no centro da cidade. Na ocasião, foram apresentados ao candidato as principais reivindicações do setor, entre elas, a construção da casa do mel e de entrepostos com objetivo de garantir a qualidade do mel e impulsionar a produção no Estado.

Já Anderson agradeceu o convite para participar da reunião e ressaltou a importância da atividade para a economia do município. "Gostaria que o mel se tornasse mais uma fonte de riqueza para o nosso município e  o meu plano de governo foi elaborado de forma participativa e conto com o apoio de vocês da Fundamel para nos ajudar". Afirma Pedroni.

Anderson  declarou, que é de suma importância a participação dos apicultores na elaboração de projetos junto à secretaria de agricultura municipal , com objetivo de captar  recursos para o setor.

O município se destaca como um dos grandes produtores de mel do Estado. Os apicultores de Fundão também estão sofrendo com a longa estiagem. A produção de mel deste ano irá diminuir por conta da seca prolongada. 









Projeto une agricultores e apicultores contra a mortandade de abelhas


Uma iniciativa desenvolvida no interior de São Paulo está unindo agricultores e apicultores para estudar e evitar a mortandade de abelhas
Projeto une agricultores e apicultores contra a mortandade de abelhas
As abelhas são responsáveis pela polinização de 73% das plantas utilizadas de forma direta ou indireta na alimentação humana. Nos últimos anos, o uso de defensivos agrícolas tem sido apontado como responsável por um alto índice de mortes do inseto.
O projeto Colmeia Viva – Mapeamento de Abelhas Participativo é uma ação do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), com apoio da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef), do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), e participação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e da Universidade Federal de São Carlos (Ufscar). Participam da pesquisa dez produtores e a Usina São João, em Araras.
Relação Harmônica – O objetivo é conscientizar sobre a importância da relação harmônica entre agricultores e produtores de mel. Afinal, ambos dependem das abelhas para sobreviver. Entre outras medidas, os apicultores são orientados a colaborar na informação sobre a localização das colmeias. Eles também devem comunicar a equipe do projeto quando perceberem mortandade de abelhas acima do normal. Aos agricultores cabe adotar uma série de boas práticas, que incluem avisar aos apicultores com três dias de antecedência quando houver aplicações aéreas de defensivos agrícolas em suas lavouras. Alertados, os produtores de mel devem proteger as suas colmeias.
Segundo o professor Osmar Malaspina, do Centro de Estudos de Insetos Sociais do Departamento de Biologia da Unesp de Rio Claro, o resultado até agora é a redução a zero da mortandade de abelhas, quando utilizadas as boas práticas da pulverização aérea de defensivos, que é a tecnologia utilizada para as aplicações foco estudo. A pulverização aérea costuma ser condenada como a vilã pela mortandade de abelhas, o que está sendo desmistificado pelo estudo.
Segundo Malaspina, “os resultados do primeiro ano do projeto de coexistência, aliando proteção, produtividade e desenvolvimento sustentável entre agricultura e apicultura demonstram que as práticas são conduzidas dentro dos preceitos de boas práticas”. Segundo ele, “as atividades podem ocorrer harmonicamente, fato corroborado pelo histórico de mortalidade de abelhas nas áreas de domínio da Usina São João, em Araras, antes da implementação do projeto e um ano após a implementação, quando a mortalidade em decorrência do uso inadequado de produtos fitossanitários foi reduzida a zero”.
A coordenadora de Assuntos Regulatórios – Polinizadores do Sindiveg, Paula Arigoni, destaca que o objetivo junto aos agricultores é destacar a importância das abelhas na polinização e na manutenção da biodiversidade, apontando para as responsabilidades de todos por uma convivência harmônica.
Além do resultado imediato, a longo prazo o projeto terá como consequência um mapeamento inédito dos fatores que contribuem para a perda das abelhas, além de uma relação mais produtiva entre agricultores e apicultores.
Lâminas, fôlderes e cartazes com informações importantes selecionadas pela indústria de defensivos estão sendo distribuídos nacionalmente, levando a informação ao maior número de pessoas possível. Essa, dentre outras ações que estão sendo promovidas, refletem a preocupação do setor de defensivos agrícolas com a saúde e preservação das abelhas e a coexistência entre agricultura e apicultura.
Fonte: Portal do Agronegocio

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